O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou que deve concluir, até esta sexta-feira (6), o pagamento de cerca de 90% dos clientes afetados pela liquidação do Banco Master. O processo de ressarcimento teve início em 19 de janeiro e envolve aproximadamente 800 mil credores em todo o país, com desembolso estimado em R$ 41 bilhões.
Segundo o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, a maior parte dos valores e dos credores já será atendida nesta fase inicial. Permanecerão na fila, principalmente, casos que exigem documentação específica, como pessoas jurídicas, menores de idade e espólios, o que pode tornar o processo mais demorado.
O dirigente também fez um alerta sobre tentativas de golpe. De acordo com ele, o FGC não antecipa pagamentos nem utiliza intermediários para acelerar o recebimento das garantias, orientando os clientes a buscarem exclusivamente os canais oficiais da instituição.
Em relação ao Will Bank, que também teve a liquidação decretada pelo Banco Central em janeiro, o FGC informou que ainda aguarda a lista oficial de credores para dar início ao ressarcimento. A expectativa é que esse processo comece entre 30 e 60 dias.
O Banco Master adotava um modelo de negócios considerado agressivo, baseado no uso da garantia do FGC e na negociação de precatórios, o que acabou motivando mudanças nas regras do sistema financeiro. Entre elas, está uma resolução do Conselho Monetário Nacional que limitou o uso desses títulos judiciais como estratégia financeira.
No campo político, o presidente da República confirmou ter se reunido com o controlador do Banco Master em dezembro de 2024, destacando que eventuais apurações sobre a instituição seguem critérios técnicos conduzidos pelo Banco Central. No Congresso Nacional, o depoimento do empresário na CPI que investiga contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco foi remarcado para o dia 26 de fevereiro.



