Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, a Petrobras afirmou que não há risco de desabastecimento no Brasil. Segundo a estatal, suas operações seguem seguras e sustentadas por rotas de importação majoritariamente fora da área afetada pela crise.
Em nota, a companhia informou que os fluxos de importação e exportação permanecem estáveis e que, nos poucos casos em que há rotas próximas à região em tensão, existe possibilidade de redirecionamento.
Apesar do posicionamento tranquilizador da empresa, representantes do setor de combustíveis avaliam que o cenário internacional pode pressionar os preços internos nos próximos dias. A expectativa é que refinarias privadas reajam mais rapidamente às oscilações do mercado externo.
Estreito de Ormuz eleva tensão no mercado
O alerta aumentou após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A decisão veio depois da morte do aiatolá Ali Khamenei durante ataques atribuídos a forças estrangeiras.
O estreito é fundamental para o escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Estima-se que cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passe pela região. Um bloqueio prolongado pode comprometer a oferta global e elevar ainda mais os preços da commodity.
Nos últimos dias, o barril do petróleo chegou a subir até 13% no mercado internacional, ultrapassando a marca de 82 dólares, o maior patamar registrado desde janeiro de 2025.
Preços devem permanecer elevados
Analistas do setor avaliam que parte do impacto já foi absorvida pelo mercado, mas acreditam que o conflito pode manter o petróleo em um novo patamar de preço. A projeção é de que o barril oscile na faixa dos 80 dólares, com possibilidade de variações acima desse nível caso a crise se prolongue.
Embora a Petrobras ainda não tenha anunciado reajustes, a tendência é que a volatilidade externa influencie as decisões futuras, principalmente se o cenário geopolítico permanecer instável nas próximas semanas.



