Viajar e aproveitar os atrativos naturais do Brasil tem se tornado cada vez mais inclusivo. Iniciativas espalhadas pelo país vêm garantindo mais autonomia, segurança e conforto para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, permitindo o acesso a praias, parques e áreas de ecoturismo. O Ministério do Turismo reuniu uma lista de destinos que já contam com estrutura adaptada para receber esse público.
Nas praias, projetos de acessibilidade utilizam cadeiras anfíbias, equipamentos com rodas especiais que flutuam e facilitam o deslocamento na areia e a entrada no mar. Em Pernambuco, o programa “Praia sem Barreiras” funciona em locais como Porto de Galinhas, Praia do Sueste, em Fernando de Noronha, e Boa Viagem, no Recife. No Ceará, o “Praia Acessível” atende banhistas em Fortaleza e no Cumbuco, em Caucaia.
No Rio de Janeiro, o projeto “Praia para Todos” está presente em trechos de Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio e Cabo Frio. Já em São Paulo, o Programa Praia Acessível abrange cidades como Santos, Guarujá, Ilhabela e Caraguatatuba. No Espírito Santo, ações como “Praia Legal” e “Acesso Cidadão” garantem acessibilidade em praias de Vitória e Vila Velha. Na Região Sul, iniciativas semelhantes funcionam no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com apoio de órgãos estaduais e do Corpo de Bombeiros.
Além do litoral, parques nacionais e áreas de ecoturismo também avançam na inclusão. Unidades de Conservação têm investido em rampas, passarelas e equipamentos específicos, como a cadeira Julietti, desenvolvida para permitir o acesso a trilhas em terrenos irregulares. O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, é referência em acessibilidade, com estruturas que levam até a Garganta do Diabo. Já o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, conta com uma trilha suspensa totalmente adaptada.
Outros exemplos incluem o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, com acesso facilitado aos sítios arqueológicos; o Parque Nacional de Brasília, que possui trilhas com sinalização tátil; e o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, com percursos planos e sinalizados. Destinos como a Chapada Diamantina, na Bahia, e a Serra da Canastra, em Minas Gerais, também já disponibilizam a cadeira Julietti para ampliar o acesso a visitantes com deficiência.
A recomendação é que os interessados consultem previamente as prefeituras ou administrações dos parques, já que muitos serviços funcionam de forma sazonal ou em dias específicos. As iniciativas reforçam o entendimento de que o turismo acessível é um direito e um passo essencial para garantir que todos possam desfrutar das riquezas naturais do país.



