Sete pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de aves silvestres foram condenadas à prisão após ação do Ministério Público da Bahia. A decisão é resultado da operação Fauna Protegida, que investigou a atuação do grupo nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Apontado como líder do esquema, Weber Sena Oliveira recebeu a maior condenação. Ele foi sentenciado a 18 anos e 25 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 11 dias de detenção, por crimes como organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos a animais, receptação qualificada e lavagem de dinheiro.
A esposa de Weber, Ivonice Silva, também foi condenada. Ela recebeu pena de 6 anos, 2 meses e 29 dias de reclusão, além de 1 ano e 29 dias de detenção, por participação direta na estrutura financeira do grupo.
Outros integrantes também foram responsabilizados. Josevaldo Moreira Almeida foi condenado a 8 anos, 1 mês e 2 dias de reclusão, somados a 1 ano, 2 meses e 21 dias de detenção. Já Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos receberam penas individuais de 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, além de 1 ano, 4 meses e 22 dias de detenção.
As investigações apontaram que o grupo operava de forma organizada, com divisão clara de funções, logística para transporte entre estados e movimentação financeira significativa. Enquanto Weber coordenava a captura, compra e distribuição das aves, Ivonice cuidava da administração do dinheiro. Parte dos condenados atuava diretamente na captura e manutenção dos animais, enquanto Josevaldo Almeida era responsável pela redistribuição em Salvador, facilitando o abastecimento do mercado ilegal.



