Após o Carnaval, nesta Quarta-feira de Cinzas, tem início a Quaresma, um dos períodos mais significativos do calendário cristão. Celebrada principalmente pela Igreja Católica, a tradição se estende até o Domingo de Páscoa, marcando 40 dias de preparação espiritual.
Esse tempo litúrgico é dedicado à reflexão, ao jejum e à penitência. A prática recorda passagens bíblicas, como os 40 dias em que Jesus Cristo esteve no deserto em oração e jejum, além das experiências de Moisés no monte e do profeta Elias em sua caminhada até o Horebe.
Os três pilares da Quaresma
A tradição quaresmal é sustentada por três fundamentos principais:
- Jejum: disciplina do corpo como forma de fortalecimento espiritual.
- Oração: intensificação da vida espiritual e reaproximação com Deus.
- Esmola (caridade): prática concreta de solidariedade e ajuda ao próximo.
Jejum, abstinência e penitência
Durante a Quaresma, os fiéis costumam assumir compromissos pessoais como forma de sacrifício e crescimento espiritual. É comum abrir mão de algo que apreciam — como determinados alimentos, bebidas ou hábitos cotidianos.
Entre as orientações frequentemente destacadas por líderes religiosos estão:
- Penitência pessoal: escolher uma renúncia que favoreça a reflexão e a mudança de atitudes.
- Postura na oração: evitar rezar deitado, adotando posição que favoreça atenção e recolhimento.
- Uso moderado do celular: reduzir distrações, especialmente à noite.
- Domingos: embora façam parte do período, são considerados dias de celebração e participação na missa.
Semana Santa
Na reta final da Quaresma, as celebrações sofrem alterações significativas. Na Quinta-Feira Santa, por exemplo, a missa não termina com bênção final. Já na Sexta-Feira da Paixão, não há celebração de missa, em sinal de luto e contemplação.
Para quem deseja viver o período de forma mais intensa, há materiais de apoio como roteiros de oração, meditações diárias e itinerários espirituais.



