Medicamentos usados no tratamento da diabetes tipo 2 e no controle do peso, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, podem estar associados a um risco raro de pancreatite aguda, uma inflamação grave do pâncreas. O alerta foi feito por autoridades reguladoras de saúde após a análise de casos registrados entre pacientes que utilizam essas substâncias.
Esses remédios pertencem à classe dos análogos de GLP-1 e GIP, que atuam no controle da glicose e do apetite. Embora sejam considerados eficazes e, em geral, seguros, especialistas reforçam que nenhum medicamento está totalmente livre de efeitos adversos.
A pancreatite aguda já é um efeito colateral conhecido, porém pouco frequente. Em situações excepcionais, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como pancreatite necrosante, com risco de morte. Entre os principais sintomas estão dor abdominal intensa e contínua, que pode se espalhar para as costas, além de náuseas e vômitos.
Um dos desafios é identificar a doença nos estágios iniciais, pois os sintomas podem ser confundidos com reações comuns desses tratamentos, como desconfortos gastrointestinais. Por isso, pacientes que utilizam esses medicamentos devem buscar atendimento médico imediato caso apresentem sinais persistentes ou intensos.
Dados de monitoramento indicam que, ao longo de quase duas décadas, foram registradas mais de mil notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos em um país europeu, incluindo casos graves e fatais. O número de usuários dessas substâncias tem crescido nos últimos anos, especialmente entre pessoas que buscam perda de peso.
Especialistas destacam que a suspensão do medicamento deve ser considerada diante da suspeita de pancreatite e que o acompanhamento médico é essencial para garantir o uso seguro dessas terapias.



