O uso de ferramentas de Inteligência Artificial já faz parte da rotina de muitos usuários, seja para tirar dúvidas, organizar tarefas ou automatizar atividades. No mercado, plataformas como Alexa, ChatGPT e Gemini disputam espaço com soluções cada vez mais avançadas. Agora, uma nova ferramenta chamada Moltbot chega com a proposta de ir além dos chatbots tradicionais.
Segundo os desenvolvedores, o Moltbot não se limita a responder mensagens em formato de conversa. A promessa é permitir que a inteligência artificial execute tarefas diretamente no computador do usuário, como abrir programas, acessar arquivos, consultar agendas e interagir com aplicativos instalados.
Acesso ampliado gera preocupação
A proposta de maior autonomia, no entanto, levanta questionamentos sobre segurança e privacidade. Para funcionar plenamente, a ferramenta pode ter acesso a contatos, histórico de conversas, documentos pessoais, arquivos profissionais e dados sensíveis. Em caso de falhas de segurança ou vazamentos, o impacto pode ser significativo.
Especialistas apontam que, ao permitir esse nível de integração, o usuário precisa avaliar cuidadosamente as permissões concedidas e os riscos envolvidos.
Como reduzir riscos
Uma das medidas recomendadas é utilizar um dispositivo exclusivo para operar a inteligência artificial, evitando que ela tenha acesso irrestrito a dados pessoais ou corporativos. Separar redes domésticas e profissionais e limitar o compartilhamento de informações também são estratégias que podem diminuir possíveis danos.
A expansão das IAs mais autônomas sinaliza uma nova fase da tecnologia, mas reforça a necessidade de atenção redobrada com a proteção de dados.



